Nosso Chão promove campanha com organizações parceiras em alusão ao Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres

Durante este mês, projetos de reparação aderem à campanha e realizam atividades paralelas sobre a data

O mês de outubro é marcado pela campanha do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), que tem como marco o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, em 13 de outubro. Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data busca promover a conscientização sobre os riscos de desastres e incentivar ações de prevenção, mitigação e fortalecimento da resiliência das comunidades.

Em Maceió, o Programa Nosso Chão, Nossa História, voltado à reparação dos danos extrapatrimoniais decorrentes do desastre socioambiental causado pela mineração da Braskem, promove, ao longo deste mês, uma campanha de comunicação digital em rede com os parceiros implementadores de mais de 20 projetos de reparação em atividade. O Programa é operacionalizado pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), sob a gestão do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE).

A iniciativa busca ampliar o alcance das mensagens da campanha internacional deste ano, cujo tema é “A resiliência começa em casa”, e estimular a reflexão sobre os impactos dos desastres na vida das pessoas que ultrapassam os danos materiais. Alinhada às mensagens da campanha do UNDRR, a mobilização local parte do entendimento de que casa significa muito mais do que uma estrutura física ou um lugar de moradia: representa acolhimento, aconchego, memória, afeto, pertencimento e convivência.

É sob essa perspectiva que o Programa articula a atuação de seus parceiros implementadores ao longo do mês. A partir das experiências e das atividades desenvolvidas em seus projetos de reparação, as organizações da sociedade civil compartilham mensagens-chave da campanha nas redes sociais e também em atividades presenciais (Clique aqui para ser redirecionado aos perfis dos projetos de reparação e conferir as atividades). A estratégia contribui para levar informações a diferentes públicos e aproximar o tema internacional da realidade vivenciada pelas pessoas atingidas na capital alagoana.

Para Dilma de Carvalho, presidente do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE), a atuação em rede também reforça a importância de reconhecer os danos extrapatrimoniais, que não se limitam às perdas materiais.

“Esse tipo de campanha é muito importante porque a informação contribui para a participação social da sociedade sobre o tema. Isso é fundamental porque ajuda a refletir sobre o trabalho que estamos fazendo na reparação ao que não é visível, mas é sentido”, argumenta Carvalho.

Segundo a gerente adjunta de projetos do Programa, Tânia Dias, a ação coletiva reúne mais de 20 projetos de reparação do Nosso Chão, Nossa História e estimula a articulação, a troca de experiências e a construção de uma voz comum da reparação dos danos extrapatrimoniais. 

“Essa articulação também amplia o diálogo entre os parceiros implementadores e reforça a importância de construirmos, juntos, os caminhos da reparação junto com as pessoas atingidas. Além disso, parte da ação também incentiva que os conteúdos possam ser adaptados às realidades de cada projeto” e levar a mensagem da campanha deste ano  às pessoas atingidas, destaca Dias.

Histórico

Esta é a terceira ação do Programa neste mês simbólico, desde que ele foi criado, em 2024. A primeira foi uma Roda de Conversa Online, com o tema Juventude, Convivência e Território, com transmissão ao vivo pelo YouTube (Confira aqui!). Em 2025,  o Programa também compartilhou, em seu perfil no Instagram, uma mensagem do Chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Nauel Arenas, sobre a campanha do ano.

Sobre o Programa

O Programa Nosso Chão, Nossa História é uma iniciativa realizada pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), voltada à reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem em Maceió.

Ao longo de quatro anos, está prevista a aplicação de R$150 milhões em projetos de reparação extrapatrimonial desenvolvidos por organizações da sociedade civil. Os recursos são provenientes do Termo de Acordo Socioambiental, assinado pelo Ministério Público Federal (MPF/AL), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e pela mineradora Braskem.

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