Além de parceiros implementadores, evento teve participação do UNOPS e do CGGDE
O Programa Nosso Chão, Nossa História realizou, no dia 20 de agosto, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), no Farol, em Maceió, o Encontro de Integração dos Parceiros Implementadores dedicado à troca de experiências entre os parceiros implementadores, o UNOPS e o CGDE, combinando momentos de fala, escuta e, principalmente, integração.
A atividade reuniu representantes das organizações da sociedade civil que desenvolvem projetos de reparação em parceria com o Programa, além do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS).

Ao longo do dia, os participantes puderam compartilhar experiências relacionadas à implementação dos projetos, refletindo sobre os desafios encontrados, as estratégias adotadas e os aprendizados construídos nos territórios e junto aos diferentes públicos destinatários que foram atingidos pelo desastre socioambiental causado pela mineração da Braskem. Essa atividade integra o trabalho de monitoramento dos projetos do Programa.
O gerente de projetos do UNOPS no Programa, Bernardo Bahia, ressalta que a atividade representa o compromisso do Programa Nosso Chão, Nossa História em promover a reparação a partir de uma construção coletiva.
“Entendemos o quanto é importante promover espaços de diálogo entre os parceiros implementadores, os consultores do Programa, a equipe do UNOPS e o CGDE. Esse tipo de ação estreita os laços e contribui para que as boas práticas possam ser compartilhadas entre os próprios projetos”, ressalta Bernardo Bahia.

Para Débora Oliveira, do projeto Nosso Chão Empreende, implementado pelo Impact Hub, o evento foi uma oportunidade de entender como outros projetos têm atuado pela reparação na capital alagoana.
“O encontro foi bastante positivo, tanto em relação à estrutura quanto à metodologia utilizada. Tivemos a oportunidade de realizar trocas muito importantes com as instituições parceiras, ampliando nossa compreensão sobre os projetos desenvolvidos em outras áreas e fortalecendo a interlocução entre as diferentes iniciativas. Acredito que momentos como esse são muito importantes para promover a integração, compartilhar experiências e identificar possibilidades de conexão entre os projetos”, ressalta Oliveira.
A consultora em Saúde Mental do Programa, Sandra de Assis, acredita que o encontro foi um divisor de águas para os parceiros implementadores do Programa.
“Eles puderam entender mais de perto o que cada um faz e qual o objetivo de cada um e isso é fundamental porque ajuda na hora de encaminhar de um projeto para outro. Além disso, também conhecer as outras linhas temáticas, uma vez que a saúde mental comunitária está em todas as ações”, comemora Sandra de Assis.

“Foi uma excelente oportunidade para ver as organizações trocando experiências e ideias, além de estabelecer novas parcerias. Um sistema de organizações da sociedade civil fortalecido é essencial para a reparação”.
Christiane Falcão, consultora em Igualdade de Gênero e Inclusão Social do UNOPS no Programa
Atualmente, o Programa Nosso Chão, Nossa História tem 22 projetos de reparação em andamento, e conta com oito linhas temáticas: Cultura, Saúde Mental Comunitária, Fortalecimento da Sociedade Civil Organizada, Economia Local, Esporte, Comunicação e Religião.
Sobre o Programa
O Programa Nosso Chão, Nossa História é uma iniciativa realizada pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), voltada à reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem em Maceió.
Ao longo de quatro anos, está prevista a aplicação de R$150 milhões em projetos de reparação extrapatrimonial desenvolvidos por organizações da sociedade civil. Os recursos são provenientes do Termo de Acordo Socioambiental, assinado pelo Ministério Público Federal (MPF/AL), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e pela mineradora Braskem.