Nosso Chão, Nossa História implementa busca ativa da população atingida pelo afundamento do solo em Maceió

Lançada no último dia 20, a ação acontecerá em bairros da capital alagoana e contará com mobilizadores(as) locais selecionados para ação de escuta do Programa


Localizar e mobilizar pessoas atingidas pelo desastre socioambiental causado pela mineradora Braskem em Maceió a contarem as suas histórias. Esse é o objetivo da ação de busca ativa do Nosso Chão, Nossa História, durante a ECOA, iniciativa de escuta do Programa. O objetivo é reunir informações para a implementação de projetos de reparação de danos morais coletivos, objeto de trabalho do Programa.

Lançada no dia 20 de maio, na antiga sala de cinema do Shopping Farol, a busca ativa conta com 42 mobilizadores(as) sociais que estarão em diferentes bairros de Maceió para apoiar o acesso ao canal de comunicação oficial da escuta, a IARA.

O evento de lançamento reuniu integrantes do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE), representantes do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e mobilizadores(as) selecionados após processo seletivo.

Durante o encontro, Dilma Carvalho, presidente do Comitê e ex-moradora de um dos bairros afetados, se emocionou ao destacar a origem da campanha e a importância de garantir que os recursos oriundos de multa paga pela Braskem cheguem efetivamente à população. “Só com uma escuta verdadeira construiremos projetos capazes de cuidar minimamente dos danos morais coletivos causados por essa tragédia”, ressaltou.

As ações em campo também contarão com o apoio de psicólogos, que poderão ser acionados durante as visitas nos bairros. Caso necessário, esses profissionais estarão disponíveis para dar assistência em situações identificadas como graves, como em casos de violência, de preconceito ou no caso de orientações que surgirem no decorrer da atividade.

Bernardo Bahia, gerente de projetos do UNOPS, ressaltou que a busca ativa é essencial por partir das relações reais e do contato direto entre vizinhos, alcançando quem mais precisa com a sensibilidade dos mobilizadores(as) locais. “O objetivo é deixar, até 2027, um modelo de participação real, construído por e para as pessoas atingidas”, destacou.

Campanha ECOA

Organizada pelo Programa Nosso Chão, Nossa História, por meio do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais e o UNOPS, a ECOA tem como objetivo reunir o relato de pessoas atingidas direta ou indiretamente pelo afundamento do solo causado pela mineração da Braskem em Maceió. 

Os relatos podem ser compartilhados pelo canal de comunicação IARA e o trabalho dos mobilizadores locais servirá como apoio para a participação de pessoas atingidas no processo de escuta. Para falar com a IARA, mande um “oi” no WhatsApp (82) 98710-4889.

Saiba mais: www.nossochaomaceio.org/ecoa 

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