Ação incluiu caminhada, panfletagem, exposição fotográfica e apresentações culturais
O Programa Nosso Chão, Nossa História promoveu, na manhã deste domingo (29), uma caminhada na orla de Ponta Verde para marcar a culminância da campanha “Para Sempre, Nosso Chão”, em alusão aos oito anos do primeiro tremor de terra causado pelo desastre socioambiental decorrente da mineração da Braskem, em Maceió.
Participaram do encontro pessoas atingidas, membros do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE), integrantes do UNOPS e parceiros implementadores do Programa. A caminhada teve início na Praça Gogó da Ema e seguiu até as imediações do Restaurante Kanoa. Durante o percurso, foi realizada uma ação de panfletagem junto a moradores e turistas que circulavam pela região.
O evento também contou com apresentações culturais dos grupos tradicionais de coco de roda Xique Xique e Los Coquitos. Próximo ao mini-palco, foi montada a exposição fotográfica itinerante “Do caos ao afeto”, que contrapõe imagens do período do desastre a registros atuais dos projetos de reparação em andamento. As fotografias são de Ana Paula Silva, Dilma de Carvalho e Day Fidelis, com curadoria de Jorge Vieira.

A presidente do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais, Dilma de Carvalho, destacou a importância da campanha e compartilhou suas impressões sobre a caminhada.
“Foi muito significativo panfletar e conversar com as pessoas, especialmente com turistas, que demonstraram interesse em compreender o que aconteceu e as consequências desse processo. Também é muito importante reencontrar moradores dos bairros atingidos e fortalecer o espírito de coletividade, contribuindo para a construção da resiliência. Seguiremos em frente, mas sem esquecer, para que isso não se repita”, afirmou Carvalho.

Mariluce Freitas, 64 anos, morou por cinco décadas no bairro do Pinheiro e encontrou na campanha um espaço de acolhimento e fortalecimento diante das mudanças vividas nos últimos anos.
“Vi o anúncio da caminhada na TV e decidi participar para estar junto a outras pessoas que passaram pela mesma situação que eu. Não é fácil seguir em frente, mas estou feliz por ter vindo e por poder dizer a outras pessoas que isso não pode ser esquecido”, relatou.
O gerente do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) no Programa, Bernardo Bahia, ressaltou a importância do trabalho em rede ao longo do mês simbólico.
“A dimensão da memória coletiva é um dos focos do Nosso Chão. Por isso, março precisa ter esse espaço de reflexão. Todo esse trabalho foi liderado pelo CGDE e contou não apenas com o UNOPS na operacionalização da campanha, mas também com o apoio das organizações parceiras implementadoras, que contribuíram para ampliar o alcance da mensagem”, explicou.









Sobre a campanha
Durante o mês de março, o Programa Nosso Chão, Nossa História promoveu ações de comunicação para ampliar a visibilidade sobre os oito anos do tremor. Os canais oficiais do Programa, site, Instagram, Facebook e WhatsApp, divulgaram conteúdos relacionados ao tema. A mobilização também contou com o apoio da rede de parceiros implementadores dos projetos de reparação, que realizaram diversos eventos junto às pessoas participantes das iniciativas.