Dia Internacional do Voluntariado: atuação do Comitê Gestor é exemplo de civismo em Maceió

Grupo, que trabalha de forma voluntária, é composto por 17 pessoas selecionadas em edital público

Neste dia 05 de dezembro é comemorado o Dia Internacional do Voluntariado, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1985, para reconhecer a contribuição de voluntários ao desenvolvimento econômico e social no mundo.

Em Maceió, o Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE), grupo formado por representantes da sociedade civil e de instituições públicas, que atuam de forma voluntária, definindo as atividades e projetos do Programa Nosso Chão, Nossa História, é um dos exemplos desse tipo de trabalho.

O Comitê é formado por 17 membros (entre titulares e suplentes) que dedicam seu tempo, conhecimento e esforço de forma não remunerada para cumprir a missão do Comitê, em gerir os recursos destinados à reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre socioambiental em Maceió.

O grupo se reúne e se articula semanalmente para pensar, discutir e, principalmente, ouvir as demandas das comunidades, visando a criação de projetos de reparação que atendam as demandas da população atingida pela perda de vínculos, territórios e memórias. Essas atuações acontecem após o expediente de trabalho, em intervalos das demandas pessoais e em paralelo até a desafios familiares.

A presidente do CGDE, Dilma de Carvalho, destaca que o esforço no trabalho sensível e de longo prazo caracteriza um compromisso voluntário com o bem-estar e o futuro da comunidade, não apenas das pessoas que foram atingidas diretamente pelo desastre socioambiental, mas de toda a cidade de Maceió.

“Estar nessa posição é uma grande responsabilidade que carrego com muita honra e senso de coletividade. Quem trabalha no Comitê não representa os próprios anseios, mas, principalmente, traz consigo as questões de todas as pessoas que foram atingidas. Fazer esse trabalho de forma voluntária é uma das missões da minha vida”, pontua Carvalho.

O advogado Carlos Gomes, que integra voluntariamente o CGDE pela Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Alagoas, ressalta a relevância do grupo para a construção do senso de coletividade e bem-estar da comunidade.

“Fazer esse trabalho voluntário é muito importante porque, ao nos unirmos em prol de uma causa, que é a reparação dos danos morais coletivos, nos conectamos a outras pessoas e construímos algo para o bem comum de todos e todas”, ressalta Gomes.

Todas as pessoas que fazem parte do grupo foram selecionadas por edital do Ministério Público Federal em Alagoas. Para participar, os membros inscrevem uma carta de motivação,  explicitando se há vínculo com os bairros atingidos, a ocupação profissional, envolvimento pessoal ou quaisquer outros motivos relevantes. 

Integram atualmente o CGDE: 

  • Ana Paula Barbosa
  • Cauã Sousa
  • Dilma de Carvalho
  • Flaminha Silva
  • Irandir Vieira
  • Danielle Almeida
  • Paula Sousa
  • Ana Carolina Peixoto
  • Darlan Leite
  • Ederson de Lima
  • Maria Cláudia da Silva
  • Marta Rodrigues
  • Renata Suelen Malta
  • Thaís Godinho
  • Carlos Gomes
  • Telma Guimarães
  • Munike Israel
  • Lucas Nascimento


Sobre o Programa

O Nosso Chão, Nossa História é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal de Alagoas (MPF/AL), que responsabilizou a Braskem pela reparação dos danos extrapatrimoniais decorrentes do afundamento do solo de cinco bairros de Maceió. As atividades e projetos da iniciativa são definidos pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE), grupo formado por representantes da sociedade civil e de instituições públicas, que atuam de forma voluntária. 

A operacionalização das ações é realizada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). Está prevista a aplicação de R$ 150 milhões ao longo de quatro anos em projetos desenvolvidos por organizações da sociedade civil, voltados à reparação de danos morais coletivos.

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