Presidente do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais, Dilma de Carvalho, integrou painel de alto nível em evento do Cepal
A atuação do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) no Programa Nosso Chão, Nossa História ganhou projeção internacional ao ser apresentada no Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável 2026, realizado entre os dias 13 e 16 de abril, na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Santiago, no Chile.
O Programa participou do painel: “Parcerias para o Desenvolvimento: Otimizando o Valor dos Recursos Públicos”, promovido pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), na última quinta-feira, 16. O encontro, realizado de forma híbrida, reuniu especialistas, gestores públicos e representantes institucionais de diferentes países para discutir caminhos mais eficientes, transparentes e colaborativos na gestão de recursos públicos. Na oportunidade, foram compartilhadas experiências sobre o impacto das boas práticas de gestão pública e de parcerias estratégicas na implementação da Agenda 2030 e no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A participação da presidente do CGDE, Dilma de Carvalho, foi destaque na programação. Única representante da sociedade civil no painel de alto nível internacional, ela enfatizou, em sua fala, a relevância do modelo de governança adotado no contexto do desastre socioambiental provocado pela mineração da Braskem em Maceió.
Dilma destacou os desafios enfrentados e enfatizou a importância de reconhecer os danos extrapatrimoniais, além de estruturar respostas que considerem dimensões subjetivas e coletivas, muitas vezes invisibilizadas em políticas públicas tradicionais.

“Foi uma oportunidade de mostrar o quanto a participação social pode fazer a diferença na administração de recursos públicos. No caso de Maceió, esses recursos vêm de uma multa que hoje é utilizada para reparar as vidas das pessoas e das comunidades. Poder compartilhar esse exemplo local é importante para dimensionar o trabalho que estamos realizando e seus impactos”, afirmou.
Ao apresentar a experiência do Comitê, a presidente do CGDE evidenciou como a articulação entre instituições, sociedade civil e organismos internacionais pode contribuir para soluções mais justas e sustentáveis.
“A atuação integrada entre CGDE, MPF e UNOPS tem potencial de alinhar diferentes competências em torno de um objetivo comum: garantir direitos e promover a reparação. Foi muito significativo trocar experiências e receber perguntas de participantes de outros países presentes no evento”, ressaltou.
A procuradora-chefe do Ministério Público Federal (MPF), Roberta Bomfim, também participou de forma online do painel. Ela apresentou o contexto de complexidade do desastre socioambiental, além das soluções baseadas em participação social que contribuíram para a criação do CGDE.
Também integraram o painel Dalila Gonçalves, diretora regional do UNOPS para a América Latina e o Caribe; Laura Klarreich, diretora do UNOPS no Panamá; Tadeo García Zalazar, ministro de Educação, Cultura, Infâncias e diretor-geral de Escolas da Província de Mendoza, na Argentina; José Adolfo Flamenco Jau, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Guatemalteco de Seguridade Social (IGSS); e César Enrique Aguilar Surichaqui, controlador-geral da República do Peru.
Sobre o Fórum
O Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável é um mecanismo anual da Cepal para monitorar e avaliar a implementação da Agenda 2030 na região. O espaço promove o intercâmbio de boas práticas, o aprendizado entre pares e a definição de estratégias regionais que são encaminhadas ao Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas.
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*A imagem em destaque na matéria é uma montagem da participação dos painelistas em modo híbrido e presencial.